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O PIB das empresas que movimentam o Transporte Rodoviário de Cargas

O PIB das empresas que movimentam o Transporte Rodoviário de Cargas

O Produto Interno Bruto (PIB) é um dos principais indicadores para avaliar a saúde econômica de um país, pois representa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos em determinado período de tempo.

Apesar de ser um indicador que considera tudo o que foi produzido no território nacional, é possível dividi-lo por setores e analisar quanto cada um contribui para a economia. Essa análise setorial tornou-se ainda mais relevante a partir de 2024, com o avanço de estudos que relacionam custos logísticos, eficiência operacional e competitividade econômica.

O Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), por ser o principal modal de movimentação de mercadorias no Brasil, exerce impacto direto e significativo sobre o PIB. Estima-se que mais de 60% de toda a carga transportada no país dependa das rodovias, o que reforça a importância estratégica do setor para o crescimento econômico e para o abastecimento nacional.

Por isso que temos este blog dedicado exclusivamente a este tema. Vamos explicar tudo o que você precisa saber para entender o que é o PIB e como o transporte rodoviário de cargas se relaciona com ele.

Entendendo o que é o PIB

O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos em uma economia durante um período de tempo. É ele que nos ajuda a avaliar se a economia está crescendo e se há melhora do padrão de vida da população, por exemplo.

Mas que bens e serviços finais são esses?

Bens e serviços finais é tudo aquilo que não é usado durante o processo de produção. Ou seja, tudo que não é matéria prima. 

E falamos disso porque uma das formas mais simples de calcular o PIB é através da ótica de produção. Nesse caso, somamos o valor de todos os produtos e serviços finais que foi produzido e é encaminhado ao consumidor final.

Quando os analistas se referem ao crescimento econômico, estão falando da variação percentual do PIB de um ano para o outro. 

Se o valor for maior que o ano anterior, houve um crescimento do PIB, sendo este considerado positivo. Porém, quando o valor é menor, significa que o PIB caiu, precisando analisar quais fatores influenciaram essa queda e quais medidas precisam ser tomadas para que ele volte a crescer.

Afinal, PIB negativo ou em queda representa, objetivamente, recessão econômica, desemprego e inflação alta.

Dados do PIB no Transporte Rodoviário de Cargas

Em 2023, segundo o Radar do Transporte da CNT (Confederação Nacional do Transporte), o PIB do transporte registrou um crescimento de 2,6%, um resultado positivo, mas inferior ao de anos anteriores. 

E no primeiro trimestre de 2023, o volume de serviços do Transporte Rodoviário de Cargas aumentou 23,7% em março, em comparação com janeiro. 

Já em 2024, a expansão do PIB do setor de transporte se destacou no Boletim de Conjuntura Econômica – Setembro de 2024, publicado pela CNT, apontou que o PIB brasileiro cresceu 1,4% no segundo trimestre de 2024, em relação ao trimestre anterior, e 3,3% comparado ao mesmo período de 2023.

O Transporte Rodoviário de Cargas acompanhou esse desempenho, mantendo-se como o principal responsável pela movimentação interna de mercadorias e sustentando parte relevante do crescimento econômico.

Ao longo de 2025, o crescimento do setor foi mais moderado, com estimativas apontando expansão entre 1,8% e 2,2% do PIB do transporte, refletindo um cenário de ajuste macroeconômico, juros ainda elevados no início do ano e desaceleração do consumo em alguns segmentos. Mesmo assim, o TRC manteve sua posição central, impulsionado principalmente pelo agronegócio, alimentos, combustíveis e e-commerce.

Custos logísticos e impacto no PIB brasileiro

Estudos recentes indicam que os custos logísticos no Brasil representam entre 15% e 18% do PIB, percentual elevado quando comparado a economias desenvolvidas, como os Estados Unidos, onde esse índice gira em torno de 8%.

Em valores, esses custos chegaram a cerca de R$ 1,83 trilhão em 2024, de acordo com o Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS). Em 2025, se manteve próximo de 17% do PIB, pressionado pela volatilidade do diesel, gargalos de infraestrutura e limitações de armazenagem.

A forte dependência do modal rodoviário é um dos principais fatores para esse custo elevado, já que o transporte por rodovias apresenta maior custo por tonelada-quilômetro em longas distâncias, especialmente quando comparado aos modais ferroviário e aquaviário.

Entendendo os impactos do PIB do Transporte Rodoviário de Cargas

O crescimento e as oscilações do PIB do setor estão diretamente relacionados a fatores como variação do preço do diesel, paralisações, greves e mudanças no padrão de consumo.

O aumento do valor do combustível segue sendo um dos principais desafios para as empresas de transporte, especialmente quando o preço do diesel sofre influência de fatores externos, como a cotação internacional do petróleo e a variação cambial.

Eventos como a greve dos caminhoneiros em 2018 evidenciam o impacto do setor na economia. Segundo o Ministério da Fazenda, a paralisação de 11 dias gerou prejuízo de R$ 15,9 bilhões. Esse episódio segue sendo referência para análises de risco logístico e planejamento de políticas públicas.

Apesar dos desafios, o Transporte Rodoviário de Cargas é um dos setores que mais gera empregos no Brasil. Dados da CNT mostram que o setor historicamente contrata mais do que demite.

Em 2025, o TRC manteve saldo positivo de empregos, impulsionado pela expansão do comércio eletrônico, pela supersafra agrícola e pela retomada gradual da atividade industrial, ainda que em ritmo mais lento do que em anos anteriores.

Investimento anual em logística

O investimento anual em logística no Brasil ainda é considerado insuficiente frente às necessidades do país. A CNT aponta que a retomada de investimentos públicos e privados em infraestrutura é fundamental para o crescimento econômico sustentável.

O Governo Federal tem buscado destravar gargalos por meio de concessões. O Ministério da Infraestrutura prevê a concessão de mais de 13 mil quilômetros de rodovias, o que pode gerar investimentos superiores a R$ 100 bilhões ao longo dos próximos anos.

Esses investimentos, aliados a melhorias na gestão e no uso de tecnologia, são fundamentais para reduzir custos e aumentar a eficiência do Transporte Rodoviário de Cargas.

Entenda a inflação

Muito se ouve falar da inflação, mas você sabe realmente o que ela significa? Bem, a gente te explica. A inflação é o aumento dos preços de bens e serviços. Seu aumento significa a diminuição do poder de compra da moeda do país.

A inflação representa o aumento generalizado e persistente dos preços de bens e serviços, o que resulta na perda do poder de compra da moeda ao longo do tempo.

No Brasil, o principal indicador de inflação é o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), utilizado como referência pelo Banco Central no sistema de metas de inflação. Em 2024 e 2025, o controle inflacionário seguiu como um dos principais desafios da política econômica, em função da volatilidade dos preços de energia, combustíveis e alimentos.

A inflação pode ser causada por diferentes fatores, como pressões de demanda, aumento de custos de produção, choques externos e inércia inflacionária. Quando elevada, ela gera incertezas, reduz o poder de investimento das empresas e impacta negativamente o crescimento econômico.

Para o Transporte Rodoviário de Cargas, o preço do combustível continua sendo o principal vetor inflacionário. Em 2025, mesmo com períodos de relativa estabilidade, o diesel apresentou oscilações frequentes, influenciado pela cotação internacional do petróleo, pelo câmbio e por ajustes na política de preços.

Dados recentes da CNT indicam que os custos operacionais do transporte seguiram pressionados em 2025, com o grupo “Transportes” mantendo variações acima da média em determinados períodos do ano. Esses aumentos se refletem diretamente no valor do frete, impactando toda a cadeia produtiva e contribuindo para a propagação da inflação no restante da economia.

Diferentemente do cenário observado em 2022, quando o diesel teve altas pontuais e expressivas, o contexto de 2025 é marcado por volatilidade recorrente, o que dificulta o planejamento financeiro das transportadoras e reforça a importância de mecanismos de gestão de custos, eficiência operacional e previsibilidade regulatória. 

Modais de transporte e o impacto do Transporte Rodoviário de Cargas

Embora existam outros modais, como ferroviário, hidroviário e aéreo, o rodoviário ainda é o mais utilizado no Brasil. Cerca de 62% das cargas utilizam rodovias, enquanto o ferroviário responde por aproximadamente 19% e o aquaviário por cerca de 15%.

Especialistas defendem um melhor equilíbrio da matriz de transportes. Simulações do Plano Nacional de Logística (PNL 2025) indicam que a ampliação da participação de modais de maior capacidade pode reduzir o custo total de transporte em até 16%, o equivalente a cerca de 0,8% do PIB brasileiro.

Perspectivas para 2026

Para 2026, a expectativa é de um cenário moderadamente otimista para o Transporte Rodoviário de Cargas. Projeções setoriais indicam:

  • Crescimento do PIB do setor de transportes entre 2,5% e 3%;
  • Redução gradual dos custos logísticos como percentual do PIB;
  • Maior adoção de tecnologia, uso de dados e ferramentas de planejamento;
  • Avanço na integração entre modais, mantendo o TRC como elo central da logística nacional.

Essas medidas podem transformar o setor em um importante vetor de competitividade para o Brasil.

O Transporte Rodoviário de Cargas permanece como um dos pilares da economia brasileira, exercendo influência direta sobre o PIB, o emprego e a competitividade nacional. 

Os dados de 2025 reforçam a importância do setor, enquanto as perspectivas para 2026 apontam para ganhos de eficiência, desde que haja investimentos integrados, planejamento estratégico e modernização da gestão logística.

Publicado em 30/10/2024 | Última atualização em 27/01/2026

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